quarta-feira, 10 de março de 2010

O Vampiro Concupiscente




Vindo de Viena, Bien Súr aportou no Brasil, especificamente no Rio de Janeiro, por via de um luxuoso cruzeiro marítimo. Sua bagagem foi retirada com extremo cuidado e levada diretamente para um caríssimo hotel de frente para o mar.
Ao chegar em seu quarto, cujo havia reservado com antecedência, Bien Súr sugeriu a si mesmo, tomar um bom banho, beber o mais caro vinho e sair para a noite carioca, cuja esta, ansiosamente aguardava.
E, entre tantos lugares, o Sr. Súr optou pela noite fervecente da Lapa e toda sua natural libertinagem e boêmia. Sob excessivos trajes negros, adentrou uma boate homossexual, Bien Súr era um vampiro e já estava morto há séculos, portanto, preconceitos humanos não mais faziam parte de sua índole.
Sentou-se no bar e pediu uma taça de vinho. E, bebendo, avistou bem do outro lado da pista de dança, três "homens" másculos e uma belíssima mulher. Virou a taça inteira num só gole e, dirigiu-se velozmente em direção àquele quarteto mais que fantástico. E ao colar-se literalmente ao corpo do mais sarado, Bien Súr não necessitou de muito para convencer os três e a bela dama para acompanhar-lhes ao hotel cinco estrelas do qual estava hospedado. Afinal, o Senhor Súr era o tipo de ser que fazia outros homens delirarem e as mulheres se apaixonavam num estalar de dedos. Sua beleza era infinita.
A transa havia sido a melhor já executada até então, mas, Bien Súr nunca estava satisfeito e, já de malas prontas, após a estada de 2 meses no Brasil, o vampiro francês retornava de volta ao seu país de origem, cujo sexo germinava por todas as esquinas.
No Brasil, Bien Súr deixava algo, um presente:
Quatro novos vampiros presos a escravidão de algo mais necessário que o sabor do sangue. E isto, era o vício pelo prazer satisfatório da concupiscência. Um legado que teve sua gênese bem antes da invenção da bíblia.


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Crônica: O Vampiro Concupiscente.
Dedicado a Bram Stoker, o eterno mestre da
literatura gótica.