quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sádica Solidão





És somente dor as colunas do meu coração
que sustentam a cúpula de minhas lágrimas
para a tristeza não há apropriada ocasião
todas as alegrias tornam-se falhas

Os caminhos denotam angústia, invernos
estes são os meus fantasmas, sofreguidão
as sombras invadem meus dias, eternos
são os líricos dessa sádica solidão Solidão

tão minha, íntima, vida crua

via-crucis em um calvário de lamúrias
veneno insuportável, espinho, rosa-bruta
quanto mais triste, torna-se viciante a música

Perdida vago nos infernos de solidões
em busca da rosa negra de Lilith
que muta-se em coruja, doces ilusões
antes fosse eu, bela Nefertiti

Meu único espelho, - Sehvenn
o Lobo solitário, Senhor anti-perfeição
que vaga a me velar pelas noites que antecedem
a triste e eterna-melódica sádica-solidão.


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Eternamente dedicado a meu grande amigo:

Fernando Sehvenn, enquanto noites existirem
e
minhas palavras forem lembradas.

Um comentário:

  1. Helena... se vc estiver vendo essa mensagem por favor, responda, estou aflita querendo notícias suas minha amiga. responde pra este email, reginacastro05@bol.com.br ............. por favor Helena, se vc vir essa mensagem, ñ deixa de responder tá? quero saber notícias suas. beijos querida. até.

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