Perdido no descampado vazio das horas, da bio e do cronológico pulsar do coração. Um sopro lento, esquecido e feroz, papel rasurado em dobras, vaga consciência de nós. Nós quem? O homem e seu intelecto promíscuo? Ou as canções mortas por solidão? A cada consecutivo dia criam revoltas, e sempre se encontram a sós.
A selva renasce da crença e da fúria em que, a razão há tempos se manifestou. E, o pecado jamais existiu, não vê? Que foi o homem quem o criou? Seres bípedes racionais e arrogantes são, a gênese impura, semelhante aos bardos, a glória dos mundos, ambiciosos, crédulos, ingratos - ópera muda.
Germinam entre veredas, sob a carne dos prazeres. Evocam Eva, e, dão-lhe um virgem ainda 'verde'.
'Verde' como o fruto que ainda não madurou, a serpente foi mais esperta, e o paraíso declinou. Assim como o pobre de espírito internamente miserável, o vago silêncio das horas se faz, e invade queimando toda a lógica, a glória dos mundos, a semiologia do mais.
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Por: Hellena Hanz e Fernando Sehvenn.
Dedicado a memória de toda a ignorância
ainda presente nos dias atuais.
terça-feira, 13 de abril de 2010
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